Como a “era dos trajes” contribuiu para a natação

Quem viveu deve lembrar muito bem: os anos de 2007, 2008 e, principalmente, 2009, foram quase mágicos. Recordes caíam com muita facilidade, e a chamada “era dos trajes tecnológicos” ainda é relembrada por algumas marcas que não foram superadas.
Mas, o que foram os trajes tecnológicos, e por que essa era terminou?
As empresas fabricantes de trajes de natação, em busca de melhores resultados de performance, desenvolveram linhas que traziam alguns benefícios para o nadador. Era, de fato, uma disputa tecnológica, onde os grandes benefícios produziam efeitos diretos de compressão muscular e, principalmente, melhoria na flutuabilidade do atleta.
Esta melhora no alinhamento do nadador foi determinante em muitas das quebras de recordes. A queda do quadril, ao final das provas, é um dos grandes problemas de qualquer atleta, em qualquer distância e qualquer estilo. Quando o quadril cai, a técnica vai com ele.
Assim, quando você estiver assistindo a uma competição de natação, e ver a linha do recorde mundial “fugindo” do nadador, você já sabe: o recorde era da era dos trajes, e os atletas conseguiam manter o tal do quadril alto.
Mas os trajes se foram. Desde 1º de janeiro de 2010, a FINA determinou que os trajes não podem mais gerar efeitos de flutuabilidade, e todas as fabricantes passam por controle rigoroso para que isso seja respeitado.
Se os trajes se foram, a ideia e o conceito do quadril alto ficaram. Graças a àquela “era dos trajes tecnológicos”, treinadores revisaram seus trabalhos de técnica, dentro e fora d’água, incrementando o trabalho de educativos e alinhamento do corpo dos nadadores na água.
Os trajes tecnológicos se foram, e deixaram alguns recordes difíceis de serem quebrados. Mas, também nos ajudaram a ver a natação de forma mais técnica, alinhada e com o corpo alto na água.
Boas braçadas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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