Como escolher onde treinar: Clube ou Academia?

Como escolher onde treinar: Clube ou Academia?
Opções são muitas: lugar para treinar e praticar natação é o que não falta. Mas, onde é que sua natação vai ser melhor trabalhada? Onde você vai conseguir o treinamento mais adequado para o seu nível?
Esta dúvida também se aplica aos professores e treinadores: será que você consegue ser efetivo nos dois ambientes?
O Blog Medley foi atrás de três profissionais, todos atuando no mercado há anos e que reproduzem um pouco das vivências destes dois ambientes distintos.
Eric Sona é um destacado treinador em São Paulo. Revelou uma das maiores promessas da natação de base do Brasil na atualidade, o jovem Stephan Steverink. Por anos, Sona alternou seu trabalho entre academias e clubes.
“Não vejo diferença no trabalho propriamente dito, mesmo sendo locais distintos, pois existem normas e exigências a serem cumpridas”, diz Sona. Perfeccionista no que faz, por anos Sona utilizou os dois ambientes com seus atletas e alunos de personal.
Um dos itens que ele ainda cita é o fato de que a atuação de técnico num clube é “mais livre, mais natural”, já numa academia, por ser um ambiente mais comercial, existe toda uma cultura mais adequada e supervisionada. “A atuação do técnico precisa respeitar a filosofia da academia” completa Sona.
Em Vitória, no Espírito Santo, Alexandre Antunes por décadas tem sido o treinador que mais talentos revelou no Estado. Mesmo sem grande quantidade de atletas, a qualidade de seu trabalho é incontestável.
Este ano, depois de oito anos atuando numa academia, ele voltou a trabalhar num clube. Mesmo reconhecendo que as oportunidades irão ser incrementadas por poder aplicar um volume maior, receber uma quantidade maior de atletas e um treinamento mais intenso, ele não se arrepende nada da experiência de ter passado todos estes anos em academia.
“Os horários mais rígidos, o limite de atletas, e a cultura de academia sempre foram desafios enormes, mas foram de grande valia para desenvolver o meu trabalho. Meu projeto nasceu lá e sou muito grato por todos estes anos” destaca Antunes.
Outro profissional que vivencia os dois ambientes é Danilo Carvalho, em São Paulo. Ele faz questão de destacar que o trabalho técnico em academia ou clube é o mesmo – o que direciona é o planejamento e a atuação do profissional.
Esta capacidade de adaptação faz tanto o profissional se adequar ao ambiente, como o nadador encontrar o que ele realmente procura. Carvalho ainda menciona que “o clube costuma ter espaços mais adequados ao esporte de rendimento, além de uma cultura esportiva muito maior, enquanto a academia tem uma visão de otimização dos espaços e horários”.
Dentro dos limites e padrões que cada local determina, fica evidente que a capacidade de adaptação do profissional é incrementada. Já para os alunos e praticantes, os ambientes também oferecem seus desafios e limites, onde você vai encontrar o trabalho que seja apropriado para o seu nível e desenvolvimento.
Boas braçadas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Postagem anterior
Próxima postagem

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *