O que a natação das Olimpíadas trouxe de novidades?

A Olimpíada de Tóquio foi bastante emblemática e significativa. Para o Brasil, foi a melhor campanha de nossa história: três medalhas, um ouro de Ana Marcela e dois bronzes com Fernando Scheffer e Bruno Fratus. Numa competição em um ciclo de cinco anos tivemos seis recordes mundiais e 33 recordes olímpicos. Abaixo, relacionamos uma série de notas que observamos e servirão para referência para o futuro da natação:
Renovação 
Cinco anos de ciclo olímpico forçaram muitos atletas e mudarem seus planos, postergar aposentadorias, mas também deu oportunidade para uma nova geração de talentos. 10 dos campeões olímpicos individuais de Tóquio estavam na sua primeira Olimpíada. A prova dos 100m livre masculino teve a menor média de idade da história: 20 anos! E uma renovação, em média, de um terço de todas as delegações em estreantes olímpicos. No Time Brasil, dos 27 nadadores, 18 estrearam nos Jogos.
Peito segue dominante no Medley 
Não adianta: é impossível ter um bom medley sem um bom peito. Dos campeões olímpicos dos 200m e 400m medley (masculino e feminino), o parcial de peito do vencedor foi o melhor da prova em três das quatro provas. A única exceção foi na prova dos 200 medley masculino, onde o nado peito do chinês Shun Wang foi o segundo melhor da prova.
A hora certa de dar o resultado 
Mesmo com o número significativo de recordes (foram seis mundiais, dois a menos que na Rio 2016), a Olimpíada não é lugar de recorde, nem de tempo: é de bater na frente; de fazer o tempo na hora certa para conseguir o melhor resultado. Das 28 provas individuais da natação de piscina, 26 delas tiveram o melhor resultado na final. Quem deixou o seu melhor pelo caminho, seja durante a temporada, ou nas eliminatórias ou semifinal, pode perder a prova e até ficar fora do pódio.
Uma raia, uma chance 
Chegar à final sempre deve ser a meta a ser atingida. Lá na frente, nade para ganhar. E foi assim com quatro medalhistas saindo da raia 8 da final. Um deles até levou o ouro – o tunisiano Ahmed Hafnaoui, que venceu os 400 livre. Ainda tivemos mais duas pratas e um bronze, este último que foi para o brasileiro Fernando Scheffer – terceiro colocado nos 200 metros nado livre.
E chegou o VAR… 
Estava na hora! A natação é um dos últimos, senão o último, a implantar a checagem de vídeo no esporte. Mas isso é algo que abordaremos no nosso próximo texto.
Boas braçadas!

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