O VAR chegou à Natação

O VAR chegou à Natação – ainda sem o protagonismo do futebol, mas chegou. A Olimpíada de Tóquio marcou a estreia do sistema de vídeo no controle de arbitragem da natação mundial.
Abaixo, listamos alguns pontos de como irá funcionar, e como está sendo utilizado:
Estreia na Olimpíada? 
Muita gente estranhou a implantação do sistema de vídeo estrear na competição mais importante do mundo, mas não foi bem assim. O sistema já vinha sendo testado em outras competições, como nos Campeonatos Mundiais Júnior e Absoluto desde 2011, de forma experimental. Na Olimpíada, foi usado oficialmente e já incluso nas regras.
A partir de agora, em todos os Mundiais e Olimpíadas teremos o uso do VAR.
O número e posição das câmeras 
A regra não especifica o número, nem o posicionamento das câmeras. A intenção sempre é oferecer o maior controle e análise adequada. Em Tóquio, por exemplo, eram 30 câmeras sub-aquáticas e mais 4 câmeras aéreas. Na Seletiva Olímpica Americana, eram 40 câmeras sub-aquáticas.
Quem manda é o Árbitro 
Igual ao futebol, o VAR da natação ajuda e contribui para o cumprimento das regras, mas o árbitro geral é quem tem o poder de decisão. Assim como no futebol (onde o juiz no campo é quem decide), na natação o árbitro geral pode acatar ou recusar a recomendação do VAR.
VAR desclassifica e reclassifica 
O VAR pode fazer a chamada para uma irregularidade não vista pela arbitragem na borda da piscina, ou pode identificar uma infração não identificada pela arbitragem.
Primeira decisão em tempo normal 
Uma das características do VAR da natação, diferente do que se vê no VAR do futebol, por exemplo, é que a decisão ou primeira impressão precisa ser vista no tempo normal de gravação. O slow motion só pode ser usado como segundo artifício, jamais como primeiro para apontar a irregularidade.
Quando chega nos campeonatos nacionais 
A regra da FINA, aprovada no ano passado, determina que todos Mundiais e Olimpíadas terão o uso do VAR, mas fica a critério de cada federação nacional a utilização ou não do sistema. A tendência é que Campeonatos Sul-Americanos e Jogos Pan Americanos, já a partir de 2022, tenham a inclusão do sistema. Para os campeonatos nacionais absoluto, masters e de categoria, é algo que deve acontecer entre dois a três anos, dependendo do investimento específico nestas competições.

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