O início de uma trajetória: uma quase tragédia levou meu filho para as piscinas Olímpicas

Thiago Pereira
Era uma tarde de domingo com sol, com família reunida do jeito que a gente gosta: fazendo churrasco, cantando, proseando, só alegria!
 
O Thiago tinha um ano e meio de vida. Na piscina, ele e seus primos se divertiam. Em meu colo, ele se soltava aos pouquinhos. Não gostava de bóias, em todas as cores e formas.
 
Depois da piscina, a família continuava reunida. Como o bom costume mineiro, era hora do café e pão de queijo. Coisa boa!
 
Levei-o para o banho. Logo após, era a minha vez. Era uma casa pequena e gritei do banheiro:
– Olhem o Thiago pra mim! Estou no banho!
 
Ele, sorrateiramente, subiu a escada que levava até a piscina, tirou a roupa que eu havia acabado de vestir e pulou na piscina, onde brincavam seus primos de 4 e 6 anos. Ela era rasa, e permitia aos primos brincarem sem risco – eles já faziam natação no Clube dos Funcionários da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Entretanto, Thiago se cansou, não conseguiu alcançar a borda e quase se afogou. Foi salvo pelo Marcelo, que à época tinha seis anos. Ele o resgatou e o levou até a mim, com os lábios roxos e muito assustado.
 
Eu o abracei, e sentenciei:
– Amanhã vou te matricular na escolinha de natação! (da creche que frequentava)
 
E assim iniciou-se a trajetória desse grande atleta!
 
A história do Thiago é uma exceção, infelizmente. Mas inspiradora. O afogamento é uma das maiores causas de mortes de crianças no mundo inteiro, e só o ensino da natação pode prevenir que desastres como esses aconteçam.
 
E nesse caminho, podemos encontrar mais Thiagos!
Mais nadadores que podem fazer o Brasil brilhar nas piscinas.
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